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Posts Tagged ‘Proatividade’

ENTREVISTA-7De uns tempos pra cá, tenho investido bastante tempo na leitura e pesquisa desse assunto. Na verdade é um assunto que me atrai a alguns anos, e graças a algumas habilidades que desenvolvi ao longo desses anos tenho conseguido bastante êxito em entrevistas, dinâmicas de grupo e elaboração de currículos.

O que tem me faltado é tempo para escrever tudo aquilo que quero. Equilibrar trabalho, família, faculdade, serviço vontuntário e esse Blog não é das tarefas mais fáceis.

Há algum tempo escrevi um post sobre as “principais perguntas” que se poderia fazer numa entrevista. Mas percebi que essas perguntas podem até variar bastante dependendo o cargo que está em jogo, o tipo de empresa e o perfil do entrevistador. Por isso é sempre útil saber com antecedência algumas das possíveis perguntas a serem feitas nesse momento tão importante.

Gostaria então de listar abaixo mais algumas perguntas e exemplos de boas respostas para ajudá-los. Algumas perguntas são muito parecidas com as do post citado acima, mas ainda sim acho que vale a pena colocá-las.

  1. Quais são seus objeitvos a longo prazo? Fale em termos profissionais sendo bem objetivo: ser diretor de engenharia, gerente geral, ou algo parecido. Você pode ainda dependendo da situação citar metas educacionais, como pós-graduação, MBA, fluência em um novo idioma, etc.
  2. Quais seus objetivos a curto prazo? Podem ser aplicadas as mesmas regras acima, porém com datas mais próximas.
  3. O que você procura num emprego? Desafio, envolvimento, chances de contribuição, desenvolvimento pessoal entre outras coisas.
  4. Por que você acha que devemos contratá-lo? Essa é uma pergunta particularmente difícil pra mim. Sempre fico na dúvida entre ser agressivo demais e parecer pretensioso, ou agir de maneira oposta e parecer incompetente. O ideal é usar o meio termo e falar se suas qualidades como profissional e o que elas podem trazer de benefício para a empresa.
  5. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Sim, dê exemplos anteriores que justifiquem sua resposta. Afinal todo mundo alguma vez na vida já trabalhou nessas condições, salvo se for seu primeiro emprego. Nesse caso cite suas qualidades pessoais como organização, determinação, etc.
  6. Liste uma ou duas das maiores realizações profissionais em seu emprego atual ou anterior. Todo bom profissional deve ter em mente bem claras suas maiores realizações. Por isso é importante escolhê-las com cuidado e atenção. Como exemplo podemos citar a criação de um novo projeto que gerou economia em x%, uma grande negociação de um importante cliente, etc.
  7. Qual seu ponto forte? Seja sincero. Busque características universalmente desejadas. tais como entusiasmo, persitência, dedicação, ambição e competência em sua área específica.
  8. Qual seu ponto fraco? Nunca mencione algo muito negativo. Responda aquilo que na realidade é positivo. Tal como exigente demais, impaciente, perfeccionista, etc. Mas cuidado! Os recrutadores vão saber reconhecer se você estiver mentindo.
  9. De quanto tempo necessita para trazer uma contribuição para nossa empresa? Essa também é uma pergunta difícil pois nesse momento você já assume um forte compromisso em trazer resultado o mais rápido possível. Uma das respostas possíveis nesse caso seria: “Desde o primeiro dia, e a medida que conhecer melhor a organização esses resultados serão muito mais expressivos”.
  10. Quanto tempo pretendo ficar conosco? Essa seria uma pergunta terrível se você não estivesse preparado. O que você pode responder é: “Enquanto houver oportunidade de crescer, progredir e contribuir para a empresa”.
  11. Me fale do seu chefe anterior. Nunca fale mal. Cite algo positivo, mas sem exagerar. Tente lembrar de algo importante realizado por ele ou algo que tenha lhe ajudado em sua carreira.
  12. Por que você está buscando outro emprego? É necessário ter bastante cautela ao falar desse assunto. É tentador falar das coisas ruins da última empresa. Também não caia no erro de falar somente em remuneração, pois você pode ser taxado de mercenário. O que você poderia dizer é que nesse emprego ou empresa você sente que terá mais condições de crescer como profissional e ascender a cargos de maior responsabilidade.
  13. Fale-me de você. Como já citei em outro post. Essa resposta deve ser bem ensaiada. Procure ser bem sucinto. Não fique “enchendo linguiça” fale de resultados e sonhos a serem realizados. Em alguns casos o entrevistador quer saber sobre sua vida pessoal e família, o que exige atenção redobrada.

Num dos programas do Max Gehringer para a rádio CBN (clique aqui para baixar) ele disse que se quisermos ser bem sucedidos em uma entrevista de emprego, precisamos dizer aquilo que o entrevistador quer ouvir. É claro que ele não estava incentivando a desonestidade, mas sim a qualidade de ser proativo e nos antecipar às necessidades da empresa.

 

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Acredito que uma pessoa proativa deva ter em mente que seu currículo é algo muito precioso, afinal, nesse documento estão todos os dados referentes à sua trajetória profissional. É nesse pequeno documento que pode estar a diferença entre ser ou não contratado por uma grande empresa.

Apesar de já estarmos já século 21 ainda existem profissionais que não dão o devido valor ao seu currículo. Digitam de qualquer jeito, ou pior, pedem pra um sobrinho ou amigo digitarem e ai saem disparando esses pedaços de papel pra todo lado, na vã esperança de conseguir um bom emprego.

A verdade é que fazer um bom currículo é uma das partes mais importantes da caça ao emprego. Por isso quero compartilhar com os leitores do blog alguns modelos de currículo que considero úteis.

Cada modelo se ajusta a determinado momento profissional e a qual emprego você está se candidatando. Vou deixar links de modelos mais tradicionais e simples e também alguns com um pouco mais de dados e estilo. Cabe a você decidir qual deles vai atender melhor sua necessidade.

Modelo Simples

Esse é um modelo bem simples sem muitos floreios. Ideal para vagas na área de produção, vendas internas e serviços gerais. Nesse modelo é só substituir os dados pelos seus.

Modelo Limpo

Esse modelo também é bem simples, porém é um modelo mais fácil de ser lido por quem está contratando. Nele estão todos os dados necessários para que o recrutador tenha uma idéia de quem é você.

Modelo Elegante

Esse é um currículo muito bonito visualmente. Nesse modelo os seus dados de contato vão em baixo.

Modelo Explicativo

O modelo em questão apresenta uma explicação detalhada de cada parte do currículo.

Modelo Estagiário

Esse se destina a ajudar os estágiarios a fazer um currículo de qualidade destacando suas qualidade profissionais e acadêmicas.

Existem muito outros tipos de currículo e diversas opiniões sobre cada um deles. Porém o mais importante é que ele seja claro, de fácil leitura e que não contenha erros de português. Assim você terá mais chances de alcançar seus objetivos profissionais.

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O termo “resiliência psicológica” surgiu na década de 1960, quando Frederic Flach, estudando sua história de vida e de outros que haviam superado grandes adversidades, emprestou-o da Física e da Medicina e passou a empregá-lo para o ser humano. Desde aquela época a resiliência tem sido atribuída a pessoas com enorme capacidade de enfrentar desafios, lidar com imprevistos e superar crises sem serem afetados negativamente por elas, ou seja, mantendo seu equilíbrio emocional e conservando sua essência.

Confesso que quando tive contato com esse termo pela primeira vez fui tomado por um certo ceticismo. Será mesmo que dá pra ser Resiliente o tempo todo? Essa qualidade é inata ao ser humano ou pode ser desenvolvida?

Tenho lido bastante a respeito do assunto e tenho procurado alguns exemplos atuais de possíveis resilientes. A sensação que tinha até estudar mais profundamente o assunto, era que essas pessoas eram perfeitas e que eram sempre resilientes. Mas notei que essa qualidade pessoal além de poder ser desenvolvida, também ocorre gradualmente e nem sempre podemos ser resilientes em tudo. É possível que uma pessoa resiliente também se deprima, se decepcione e tenha seus momentos obscuros. Mas o que faz a diferença nessas pessoas é a capacidade em voltarem ao seu estado original. Suas experiências negativas não influenciam o seu presente. São capazes que julgar os acontecimentos baseadas em seus valores e príncipios e não na opinião alheia ou fatores externos.

O especialista no assunto George Souza Barbosa, diretor científico do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Pessoal – ALIANÇA, explica: “Tenho defendido que ela é um atributo inato do ser humano, porém necessita da intervenção externa para sua maturação. A mesma coisa que acontece com a capacidade de ser alfabetizado. Está lá, no entanto, necessita haver uma intervenção sobre ela para sua potencialização.”

De acordo com o que eu li até agora, o momento ideal para se desenvolver a resiliência é na infância, mas os adultos ainda podem ter esperança. Um ótimo exemplo disso é a velocista Ádria Rocha, 29 anos, a maior estrela do universo das paraolimpíadas, com uma coleção de medalhas de ouro e prata. Ela garante que se torna mais resistente a cada dia. Filha de um pedreiro e de uma costureira, Ádria e outros três irmãos, entre nove, têm retinose pigmentar, doença que atinge a retina e pode levar à cegueira. Mineira de Nanuque, a atleta conta que enxergava minimamente e que amargou a discriminação de professores e de colegas por causa da dificuldade de aprender. Superou o drama ao encontrar sua expressão no esporte. Já havia se destacado nas Paraolimpíadas de Seul, quando, aos 15 anos, se deparou com uma gravidez precoce. Casou e abandonou as pistas por exigência do marido. Aos 18 anos, mais problemas: ficou completamente cega. A nova realidade fez com que Ádria juntasse forças para se separar e voltar aos treinos. Sem patrocínio, sustentava a filha, Bárbara, vendendo bilhetes de loteria nas ruas de Belo Horizonte. Títulos e medalhas vieram um atrás do outro, até conquistar o primeiro lugar no ranking mundial. Ela detém o recorde de 12 minutos e 34 segundos nos 100 metros rasos, obtido em 2000, em Sydney. “Se ficasse choramingando, usando como desculpa a falta de dinheiro, de visão e de marido, com certeza não chegaria a lugar algum”, diz. Quem ouve a história de Ádria imagina que seja a mulher-maravilha. Não é. Ela desmoronou no ano passado, ao sofrer uma contusão no joelho e uma cirurgia. “Tive medo de não conseguir mais correr”, revela. Para essas pessoas especiais, porém, um empurrão basta. No caso da atleta, veio da fisioterapeuta Vanda Sampaio. “Ela me acompanhou nos exercícios e me ajudou a recuperar a autoconfiança.”

Uma das principais especialistas em resiliência, a psicóloga Cenise Monte Vicente explica que, para desenvolver essa capacidade, nós precisamos encontrar apoio – mesmo que pequeno – e sentir que alguém acredita em nós. A importância de cercar-se de bons amigos deve ser sempre lembrada nessas horas. A esposa ou marido também tem um fator determinante. É claro que se dependermos exclusivamente desse apoio temos uma boa chance de nos frustrar. Pois quantas vezes você buscou apoio para alguma idéia brilhante, ou um novo projeto e não encontrou ninguém para apoiá-lo?

A minha opinião é que se temos um objetivo claro para nossas vidas, ou melhor, se possuímos nossa própria missão de vida, definindo onde estou e onde quero e posso chegar profissionalmente e pessoalmente, fica muito mais fácil superar as crises e desafios diários. Acredito que quando há um propósito maior por trás de tudo que fazemos conseguimos encontrar a verdadeira motivação ,ou seja, nosso motivo para agir.

Eduardo Carmello revela que as pessoas resilientes possuem cinco características que os ajudam a buscar oportunidades em meio aos problemas: proatividade, positividade, flexibilidade, capacidade de manter sempre o foco em mente e sempre se organizar diante de uma situação complexa. “São pessoas que sabem que não podem impedir a desestrutura, mas conseguem dominar a situação, agindo rapidamente com consistência”.

E você? Se considera uma pessoa resiliente?

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